Frases de Caio Fernando Abreu
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Feito febre, baixava às vezes nele aquela sensação de que nada daria jamais certo, que todos os esforços seriam para sempre inúteis, e coisa nenhuma de alguma forma se modificaria. Mais que sensação, densa certeza viscosa impedindo qualquer movimento em direção à luz. E além da certeza, a premonição de um futuro onde não haveria o menor esboço de uma espécie qualquer não sabia se de esperança, fé, alegria, mas certamente qualquer coisa assim. — Caio Fernando Abreu

Feito febre, baixava às vezes nele aquela sensação de que nada daria jamais certo, que todos os esforços seriam para sempre inúteis, e coisa nenhuma de alguma forma se modificaria. Mais que sensação, densa certeza viscosa impedindo qualquer movimento em direção à luz. E além da certeza, a premonição de um futuro onde não haveria o menor esboço de uma espécie qualquer não sabia se de esperança, fé, alegria, mas certamente qualquer coisa assim. — Caio Fernando Abreu

Quanto a ti, já reparaste como o mundo parece feito de pontas e arestas? Já chamei tua atenção para a escassez de contornos mansos nas coisas? Tudo é duro e fere. Observo, observas como ele se move sem choques por entre os gumes. Te parece dócil, assim sinuoso, evitando toques que possam machucá-lo? Pois a mim parece falso, conheço bem suas tramas e sei de todas as vezes que concedeu para que o de fora não o ferisse. — Caio Fernando Abreu

Quanto a ti, já reparaste como o mundo parece feito de pontas e arestas? Já chamei tua atenção para a escassez de contornos mansos nas coisas? Tudo é duro e fere. Observo, observas como ele se move sem choques por entre os gumes. Te parece dócil, assim sinuoso, evitando toques que possam machucá-lo? Pois a mim parece falso, conheço bem suas tramas e sei de todas as vezes que concedeu para que o de fora não o ferisse. — Caio Fernando Abreu

É que logo vi que tu era diferente do resto. — Caio Fernando Abreu

É que logo vi que tu era diferente do resto. — Caio Fernando Abreu

Roubaram minha esperança. — Caio Fernando Abreu

Roubaram minha esperança. — Caio Fernando Abreu

Eram dias parados, aqueles. Por mais que se movimentasse em gestos cotidianos - acordar, comer, caminhar, dormir, dentro dele algo permanecia imóvel. Como se seu corpo fosse apenas a moldura do desenho de um rosto apoiado sobre uma das mãos, olhos fixos na distância. Ausentou-se, diriam ao vê-lo, se o vissem. E não seria verdade. Nesses dias, estava presente como nunca, tão pleno e perto que estava dentro do que chamaria - tivesse palavras, mas não as tinha ou não queria tê-las - vaga e precisamente de: A Grande Falta. — Caio Fernando Abreu

Eram dias parados, aqueles. Por mais que se movimentasse em gestos cotidianos - acordar, comer, caminhar, dormir, dentro dele algo permanecia imóvel. Como se seu corpo fosse apenas a moldura do desenho de um rosto apoiado sobre uma das mãos, olhos fixos na distância. Ausentou-se, diriam ao vê-lo, se o vissem. E não seria verdade. Nesses dias, estava presente como nunca, tão pleno e perto que estava dentro do que chamaria - tivesse palavras, mas não as tinha ou não queria tê-las - vaga e precisamente de: A Grande Falta. — Caio Fernando Abreu

Uma vez me disseram que eu jamais amaria dum jeito que “desse certo”, caso contrário deixaria de escrever. Pode ser. Pequenas magias. — Caio Fernando Abreu 

Uma vez me disseram que eu jamais amaria dum jeito que “desse certo”, caso contrário deixaria de escrever. Pode ser. Pequenas magias. — Caio Fernando Abreu 

Alguma coisa explodiu, partida em cacos. A partir de então, tudo ficou mais complicado. E mais real. — Caio Fernando Abreu

Alguma coisa explodiu, partida em cacos. A partir de então, tudo ficou mais complicado. E mais real. — Caio Fernando Abreu

Já li tudo, cara, já tentei macrobiótica psicanálise drogas acupuntura suicídio ioga dança natação cooper astrologia patins marxismo candomblé boate gay ecologia, sobrou só esse nó no peito, agora faço o quê? — Caio Fernando Abreu

Já li tudo, cara, já tentei macrobiótica psicanálise drogas acupuntura suicídio ioga dança natação cooper astrologia patins marxismo candomblé boate gay ecologia, sobrou só esse nó no peito, agora faço o quê? — Caio Fernando Abreu

(…) Porque meu silêncio já não é uma omissão, mas uma mentira.
Caio Fernando Abreu
Que aconteça alguma coisa bem bonita com você, (…) te desejo uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o quê, como aquela fé que a gente teve um dia, me deseja tam­bém uma coisa bem bonita, uma coisa qualquer maravi­lhosa, que me faça acreditar em tudo de novo, que nos faça acreditar em tudo outra vez. — Caio Fernando Abreu

Que aconteça alguma coisa bem bonita com você, (…) te desejo uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o quê, como aquela fé que a gente teve um dia, me deseja tam­bém uma coisa bem bonita, uma coisa qualquer maravi­lhosa, que me faça acreditar em tudo de novo, que nos faça acreditar em tudo outra vez. — Caio Fernando Abreu

Eu tinha que dizer ou fazer alguma coisa, só não sabia o quê. (…) — Caio Fernando Abreu

Eu tinha que dizer ou fazer alguma coisa, só não sabia o quê. (…) — Caio Fernando Abreu

Nada modificará o estar das coisas no mundo, e a minha partida ontem, hoje ou amanhã, não mudará coisa alguma. — Caio Fernando Abreu

Não se preocupe, não vou tomar nenhuma medida drástica, a não ser continuar, tem coisa mais auto destrutiva do que insistir sem fé nenhuma? Ah, passa devagar a tua mão na minha cabeça, toca meu coração com teus dedos frios, eu tive tanto amor um dia. — Caio Fernando Abreu

Não se preocupe, não vou tomar nenhuma medida drástica, a não ser continuar, tem coisa mais auto destrutiva do que insistir sem fé nenhuma? Ah, passa devagar a tua mão na minha cabeça, toca meu coração com teus dedos frios, eu tive tanto amor um dia. — Caio Fernando Abreu

- Mas queria uma coisa nas mãos agora.
- Você tem uma coisa nas mãos agora.
- Eu?
- Eu. 
— Caio Fernando Abreu.

- Mas queria uma coisa nas mãos agora.

- Você tem uma coisa nas mãos agora.

- Eu?

- Eu. 

— Caio Fernando Abreu.